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Thursday, December 14, 2006

a história dos caçadores de sonhos...

a história dos caçadores de sonhos...

YY


não sou a única a quem os sonhos dizem muito...
estes também desempenhavam um papel fundamental na vida dos ojibwe, um povo que habitava a região dos grandes lagos americanos e que hoje também se encontram em outras regiões do novo méxico...


para eles aprender a decifrar as mensagens reveladas nos sonhos era a tarefa mais importante que qualquer pessoa poderia ter durante a sua passagem pela terra...
segundo este povo, ao cair da noite, o ar enche-se de sonhos, bons e maus... e estes sonhos, mesmo sendo pesadelos, podem conter uma mensagem importante que o grande espírito tenha para nós...

na maioria dos casos, os sonhos são bons, mas à nossa volta flutuam também inúmeros sonhos e energias negativas, e que não são nossos...
e foi para estes sonhos que surgiu o caçador de sonhos, dream catchers...

manda a tradição que, sobre o berço ou a cama das crianças, sejam penduradas teias coloridas...

os sonhos bons sabem exactamente para onde ir, e conseguem passar pelo buraco central da teia, ao passo que os sonhos maus ficam perdidos e acabam presos nos fios...
e assim surgem os primeiros raios de sol, desaparecem...

YY

os dream catchers são feitos com os ramos flexíveis de salgueiros e revestidos com tiras de couro...
no centro é colocada uma pena, que representa o ar ou a respiração essencial para a vida...
o bebé ou a criança, ao observar a pena que dança ao vento, aprende uma lição sobre a importância do ar...
além disso a pena de coruja, feminina, simboliza a sabedoria, e a pena de águia, masculina, serve para dar coragem...


para captar os sonhos dos adultos, os dream catchers são feitos em fibra e não com ramos de salgueiros, para se tornarem mais resistentes....


YY

Sunday, October 15, 2006

Sonho... um sonho...

O sonho só existe para quem nele quer acreditar!


Sim, o sonho só existe quando se acredita nele...
Quantas vezes, ao estarmos a pensar, sozinhos, no nosso mundo, gostaríamos de estar com um alguém especial...
Um alguém que visualizamos dentro de nós, mas que está distante... no nosso imaginário...
Será que existe realmente?!?
YY

Alguém que ainda não nos conhece, pelo menos não como esperávamos e gostaríamos que fosse...
Alguém que acompanhamos... quer através de amigos, quer através dos seus escritos, mas que nos ignora totalmente ( pensamos nós...)

Quantas vezes imaginamos como seria o amor... fazer amor com alguém a quem não temos acesso?
Alguém que sabemos que tem tudo a ver connosco, mas que o destino não quis, ou ainda não deixou que se aproximasse de nós...

YY

E esperamos... solitários...
Mas os nossos mundos tendem a não se aproximarem... ou a não nos amarmos...
Cada um, no seu canto, sente-se marginalizado... abandonado pela paixão e pelo amor...
Vivendo ainda do e no passado...
Um passado que também trouxe tristezas e decepções, dor e sofrimento...

Quantas vezes, como poetas, criamos fantasias e sonhos de amor, com e através da nossa fértil imaginação?
Quantas vezes?
YY

Mas se existem rosas, lindas e maravilhosas, neste mundo, porque não podemos nós acreditar que tudo o que é belo e mágico pode acontecer?
E que passará a fazer parte integrante das nossas vidas?
E que o amor pode chegar outra vez?

Para sermos felizes não podemos nunca desistir de acreditar...
De viver, de sentir e de amar...
Mesmo que para isso, necessitemos de vivos sonhos dentro de cada um de nós...
YY

Wednesday, September 06, 2006

Uma história de amor...


YY Uma história de amor... YY



Numa bela ilha moravam a alegria, a tristeza, a vaidade, o amor... e mais alguns sentimentos...

Um dia foram avisados que a ilha iria ficar submersa, e como tal todos deveriam abandoná-la...

Aterrorizado, o amor ajudou todos os sentimentos a prepararem as suas coisas e partirem, para que se salvássem...

- Fujam todos, em breve a ilha vai fica submersa...


Enquanto todos corriam para os seus barquinhos, o amor subiu a uma colina, para poder estar mais um pouco na sua ilha...
Quando já estava prestes a afogar-se resolveu pedir ajuda...

A riqueza estava a passar, e ele pediu-lhe:
- Riqueza, leva-me no teu barco...
- Não posso... o meu barco está cheio de ouro e prata e não ias caber...

Pouco depois passou a vaidade...
- Oh vaidade... leva-me contigo...
- Não posso... ias sujar o meu barco todo...



Logo atrás vinha a tristeza...
- Tristeza, posso ir contigo?
- Ah amor... eu estou tão triste que prefiro ir sozinha...

Passou a alegria, mas estava tão contente que nem ouviu o amor a chamar por ela...

Desesperado, pensando que ia morrer, o amor começou a chorar...


Passou então um barquinho com um velhinho lá dentro e disse-lhe...
- Sobe amor... podes vir comigo...

O amor ficou tão contente que até esqueceu-se de perguntar ao velhinho qual o seu nome...

Quando chegou a terra firme, onde já estavam todos os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria...
- Sabedoria... quem era o velhinho que me trouxe até aqui?
Ela respondeu-lhe:
- O tempo!
- O tempo?? Mas porquê o tempo?



YY Talvez porque só o tempo seja capaz de entender um grande amor... YY

Wednesday, July 12, 2006

... variações em paixão...

variações em torno da paixão
paixão é ...
a alucinação amorosa.
paixão corta e sangra...
se não sangrou,
se não espantou o sono,
se não desesperou,
paixão não era...


talvez fosse desejo...
um desejo de posse natural,
estético, erótico,
mas mais cedo ou mais tarde,
vai passar...
e passa...


mas paixão não...
queremos fundir-nos com o outro...
para sempre...
de corpo e alma...


a paixão é boa?

a paixão é má?

ninguém sabe...


ela acontece...
como as tempestades... ela acontece...
e tal como depois da tempestade tudo fica diferente,
ninguém é o mesmo depois do desvario da paixão...

vidas renascem com paixões...
outras viram cinzas por causa dela...
há pessoas que são como a fénix, a ave mítica,
renascem sempre das cinzas da paixão...


Marx errou completamente...
não é a luta de classes que move a história...


é a paixão...
paixão é a revolução a dois...
ela desafia o sistema...e todos ficam abalados...
a paixão é anti-social e egoísta,

no que é diferente do amor
que é maduro, longo e duradouro...
que fecunda a vida dos amantes
e reforça os laços da comunidade...


com Romeu e Julieta... fez-se a revolução a dois.
foi assim também com Tristão e Isolda, e com Genevieve e Lancelot...
não é de hoje que os reinos se fazem e se refazem por causa da paixão...


existe diferença entre amor e paixão?

no amor há coabitação...
mas o amor é também uma paciente construção...
já a paixão é arrebatamento
e tão insano que pode tudo esgotar-se de repente...



quantas vezes nos apaixonamos numa vida?


há pessoas que vivem inventando paixões para viver,
que vivem a morrer de amor...
há quem organize toda a sua vida em torno de uma única e consumidora paixão.


paixão é transgressão...
quantos mais obstáculos inventarem,
mais o apaixonado os saltará...

a paixão tem cor...
mais que vermelha e rubra, é roxa...
pressupõe morte e ressurreição...

de paixão vivemos muito...
de paixão morremos sempre...

Wednesday, June 21, 2006

A felicidade como possibilidade existencial...

A felicidade como possibilidade existencial

Para Sócrates conhecimento é virtude e a ignorância é vício...
Para Aristóteles a razão de ser do acto virtuoso é a felicidade...

Mas o que é a felicidade e como podemos experimentá-la?

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A abelha não pode ser feliz.
Ela não pode criar nem recriar-se a si mesma, ou seja, ela não pode individualizar-se...
Ela não é feliz nem infeliz.
Ela simplesmente é!
Ela não é livre e não tem vontade própria.
Tem uma vida padronizada, igual à das outras abelhas.
Dá sempre uma resposta programada.
Durante o tempo ela repete um comportamento pré-determinado geneticamente.
Não tem a possibilidade de fazer escolhas e de correr riscos...
Não tem dúvidas... Não tem consciência da própria existência...
Não sente solidão, nem angústia...
Não se preocupa com o passado, nem com o futuro...
Não fica deprimida, nem ansiosa...
Não sabe que tudo na vida é relativo e passageiro.
Nem ao menos sabe que vai morrer...


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O ser humano pode ser feliz quando escolhe ser autêntico e torna-se um indivíduo...
O indivíduo não existe naturalmente...
Ele tem que ser construído...
Somente o indivíduo pode ser feliz...

A felicidade não é produto da sorte, do destino, da herança genética ou social, nem de qualquer outra forma de determinação...
A felicidade tem que ser conquistada...
O homem conquista a felicidade ao aprender a aceitar e a expressar os seus desejos e os seus sentimentos, transformando-os em vontade própria, com ela construindo os seus próprios projectos de vida e empenhando-se para realizá-los...


O que é preciso para um ser humano tornar-se indivíduo?
Desalienar-se!Descobrir que é livre e libertar-se...
Apropriar-se do direito de realizar-se enquanto indivíduo...
Aceitar que tudo na vida é relativo e passageiro, que está só no mundo e que só conta consigo mesmo para realizar os seus desejos, vontades e projectos...
Procurar auto-conhecer-se e auto-determinar-se, transformando os seus desejos em vontade e a sua vontade em projectos de vida...
Tornar-se responsável pelas suas próprias escolhas...
Desenvolver a habilidade de dar respostas criativas e corajosas no sentido de expressar os seus sentimentos e de realizar a sua vontade própria...
Conquistar a segurança interna através do exercício da afirmação dos próprios desejos, vontades e projectos.
Tornar-se autónomo... fazer pessoalmente as suas próprias escolhas e correr os seus próprios riscos, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o sabor dos acertos e vitórias...
Criar-se, recriar-se e construir-se enquanto indivíduo, realizar-se e ser feliz!
O homem que não escolhe tornar-se indivíduo vive a fingir que é uma abelha, repetindo-se metódica e sistematicamente.


A sua vida é previsível, rotineira e monótona.
Este é o homem deprimido e apático...Ele é alienado!
Não acredita que é livre ou que possa libertar-se...


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É dependente! Não conta consigo mesmo...
Não sabe que tudo na vida é relativo e passageiro...
Tem pouca auto-estima e uma frágil auto-confiança.
É escravizado!
Não tem vontade própria...
Realiza o desejo e a vontade dos outros e não os seus...
O seu projecto de vida é projectado pelos outros...
É robotizado!
Dá sempre uma resposta programada pelos outros...
Reproduz um rígido modelo determinado socialmente.
Segue padrões pré-estabelecidos.
É carente e inseguro!
Quer que o outro lhe dê garantias, segurança e estabilidade... no casamento, no emprego e nas relações sociais...
Não sabe que a garantia que lhe dão é falsa e que a segurança externa e a estabilidade constituem o pior risco, porque têm o preço da própria vida...
É acomodado!
Prefere a indiferença da rotina ao dinamismo do amor...
É derrotista e derrotado!
Não aceita correr riscos...
Quer que os outros decidam por ele e arrisquem-se no seu lugar...
Quando os outros aceitam fica com o lucro.
É irresponsável!
Não se conhece e não se determina.
É ingénuo!

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Acredita que pode agir como uma abelha e ainda assim ser feliz...
É inexistente!
A sua vida é uma simulação!
Para ele a vida é um teatro!


A abelha não pode ser feliz, só o homem pode...

Monday, June 05, 2006

Baile de máscaras...


Baile de máscaras! Já tens a tua?!?

É bem provável que não tenhas apenas uma, mas várias máscaras.
Só que, em vez de usá-las em bailes tradicionais, posso apostar que as usas diariamente, em diversas situações.



Ser feliz é muito bom e creio que realmente existem muitas pessoas felizes neste mundo.
Mas me parece que os motivos são outros.
Deveríamos sentir-nos felizes pelo que somos, pela nossa família, pelos amigos de longa data, pelo amor que sentimos por algumas pessoas especiais nas nossas vidas.
Enfim, parece que deveríamos sentir-nos gratos por uma felicidade genuína.
Pelo simples facto de estarmos vivos, de termos saúde, de conseguirmos superar dificuldades e termos a oportunidade de nos tornar pessoas melhores por conta disso.


No entanto, a máscara do “eu sou feliz” sustenta um copo de cerveja na mão, um cigarro na outra e risadas fáceis demais, sem consistência, sem laços de afecto.
A máscara cai perfeitamente bem em bares, em rodas de “amigos” que acabamos de conhecer, departamentos de empresas... mas revela um olhar carente, uma boca triste, um coração sem rumo e solitário quando chega em casa, quando se deita para dormir...

Como é que podemos nos sentir incluídos, parte de um grupo, se quando mais precisamos das pessoas elas estão ocupadas demais com suas próprias vidas e morrendo de medo de nós?

Talvez seja mesmo fundamental o uso de máscaras, senão não suportaríamos a constatação de um mundo abarrotado de pessoas que morrem de solidão e desespero...

Precisamos cativar os nossos amigos, como ensina a raposa do “ O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint Exupèry.


Precisamos deixar-nos cativar, aprofundar as relações, criar laços...

Sei que já cometi muitos erros na minha vida:
Exactamente por não ter máscaras.
Sou o que sou!

Tuesday, May 30, 2006

O que faz o medo



O que faz o medo!


Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava.
Levava-os para uma sala, que tinha um grupo de arqueiros num canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual tinha gravadas figuras de caveiras cobertas de sangue.
Nesta sala ele fazia com que ficassem em círculo, e então dizia-lhes:

"Podem escolher entre morrer atingidos pelas flechas dos meus arqueiros ou passarem por aquela porta e serem lá trancados por mim."

Todos os que por ali passaram escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que servira o rei por muito tempo, disse-lhe:

"Senhor, posso fazer uma pergunta?"

"Diga soldado."

"O que havia atrás da porta assustadora?"

"Vá lá e veja!"

O soldado abre vagarosamente a porta, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão entrando pela sala, iluminando-a.
Ao abrir a porta por completo nota que esta levava a um caminho que conduziria à liberdade.
O soldado admirado olha apenas para o seu rei, que lhe diz:

"Eu dava-lhes a escolha, mas eles preferiam morrer a arriscar abrir esta porta!"



Quantas portas deixamos de abrir com medo de arriscar?
Quantas vezes perdemos a liberdade e morremos por dentro,
apenas porque sentimos medo de abrir a porta dos nossos sonhos?